Executando containers Docker em produção com segurança

Um modo de obter o hardening de containers docker em produção é tornando-os “imutáveis”, ou seja, no modo read only (somente leitura). Outros métodos para executar containers de forma segura incluem minimizar o attack surface e aplicar tanto o procedimento padrão de hardening do Linux, como os que são específicos a um ambiente de container.

Docker modo read only

Um container pode ser executado no modo somente leitura usando a flag –read-only ao iniciá-lo. Isso impede qualquer processo de escrita para o sistema de arquivos. Qualquer tentativa resulta em erro. A execução dessa infraestrutura imutável também tem relação com outras melhores práticas recomendadas para pipelines de deploy de software.

Docker em produção

Embora a imutabilidade evite a execução de qualquer script malicioso ou alterações que possam acontecer através de vulnerabilidades presentes em outros softwares rodando dentro do container docker, até que ponto esse modo é viável para aplicativos no mundo real? Aplicativos que geram log de arquivos e usam bancos de dados, por exemplo, necessitam de escrita.

Sistema de log

Uma solução possível para o log seria usar um sistema de log centralizado como o Elasticsearch/Logstash/Kibana (ELK) para que todos os logs sejam coletados em um local central, possivelmente outro container, que não seja acessado diretamente pelo usuário final. Outra alternativa é exportar os logs para fora do container docker usando a flag –log-driver ao iniciar o container.

Para aplicativos que precisam de acesso de gravação para diretórios temporários como /tmp, uma solução é montar um sistema de arquivos temporário no container para esses diretórios.

Os bancos de dados não são acessados diretamente pelo usuário final, portanto, o risco é menor. No entanto, isso não impede ataques, a menos que os aplicativos voltados para o usuário contemplem o hardening.

Nos casos em que é inevitável ter um sistema de arquivos gravável, o Docker fornece auditoria e reverte as alterações. O sistema de arquivos em um container Docker é empilhado como uma série de camadas. Quando um novo container docker é criado, uma nova camada é adicionada na parte superior onde pode ser gravada.

O driver de armazenamento docker oculta a ação nos bastidores e o apresenta como um sistema de arquivos regular para o usuário. As gravações criadas em um container docker em execução são feitas nesta nova camada. Isso geralmente é chamado Copy-On-Write (COW).

Alterações de configuração esperada são fáceis de detectar em um container docker. O comando ‘docker diff‘ exibe as alterações feitas no sistema de arquivos – sejam eles arquivos adicionados, removidos ou modificados.

Outras recomendações para proteger containers docker em produção

Além de executar um container no modo somente leitura, se possível, outras recomendações para proteger containers em produção incluem:

  • Executar uma imagem mínima como Alpine Linux, que foi projetada com tendo a segurança em mente. O kernel é corrigido com uma porta não oficial do grsecurity. O grsecurity é um conjunto de melhorias de segurança para o kernel Linux, que inclui controle de acesso e eliminação de vulnerabilidades baseadas em corrupção de memória, minimizando as formas pelas quais um sistema pode ser atacado.
  • Reforço de limites de recursos (CPU/RAM) para evitar ataques DoS
  • Configuração de limites de threads e processos no sistema operacional
  • Aplicação de procedimentos padrão de hardening do kernel Linux como o sysctl hardening
  • Execução de um único aplicativo por container. Isso é recomendado porque reduz a o attack surface, ou seja, a quantidade de vulnerabilidades possíveis para um determinado container é limitada àquelas que podem estar presentes no aplicativo desse container.

Fonte: InfoQ

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